Doação de Sangue

Escrito por idrpoa em 8/10/12

 Doação de Sangue                 

               Selma Bolacel – enfermeira

 

     Os Pacientes Renais Crônicos em tratamento dialítico, em especial a Hemodiálise, frequentemente necessitam de transfusões de sangue.

     Pessoas com idade entre 18 e 65 anos e com peso acima de50 kgestão aptas a doar.

     A coleta de sangue é feita por equipe capacitada, sob a supervisão de um enfermeiro ou médico, dando ao doar segurança e tranqüilidade. O material utilizado é descartável.

     Antes da doação é realizado o cadastro e a triagem clínica do doador, onde ele será avaliado, verificado sinais vitais e preencherá um questionário com informações básicas sobre sua saúde, para se ter certeza que poderá doar sangue, tornando o processo seguro. O procedimento é gratuito e dura em média 15 minutos.

     A cada doação é retirado cerca de 450 ml de sangue. Esse volume não causa problemas ao doador, sendo reposto rapidamente com a ingestão de líquidos e o ferro através da alimentação.

     Todo sangue doado é separado em diferentes hemocomponentes (como hemácias, plaquetas e plasma) podendo beneficiar mais de um paciente com apenas uma doação.

     O sangue coletado,  fica armazenado, até o resultado dos exames de rotina ficarem prontos. Após o resultado dos mesmos é que o sangue pode ser utilizado.

      Se você quiser colaborar, deve se dirigir ao Banco de Sangue (BS) do Hospital Divina Providência (HDP) e informar que deseja doar sangue para os pacientes da Diálise.

      As doações podem ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 18h. Sábados das 08h às 12h.

      Cada doador consegue ajudar no tratamento de três a quatro pessoas.

      Para mais informações sobre como doar sangue entre em contato com o Banco de sangue do Hospital Divina Providência, pelo telefone (51) 33206000

 

     Critérios para doação de sangue:

 

  •      Ter de 18 a 65 anos
  •      Peso acima de 50Kg 
  •      Estar alimentado 
  •      Estar descansado
  •      Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas
  •      Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses
  •      Não estar com febre, gripe ou resfriado.
  •      Se mulher, não estar grávida, amamentando ou ter tido parto normal ou aborto há menos de três meses. Em caso de cesárea, seis meses.
  •      Após piercing, aguardar 12 meses para doar.
  •      Após tatuagem, aguardar 12 meses para doar.
  •      Não ter antecedentes de hepatite, doença de chagas e sífilis.
  •      Acupuntura – sendo agulhas do próprio paciente, não há impedimento, aguardar 12 meses para doar.
  •      Medicamentos – tempo variado; o esclarecimento deve ser feito pessoalmente ou por telefone antes de doar.
  •      Áreas de febre amarela, malária, doar após seis meses.
  •      Hipertensos podem doar dependendo da situação avaliada em entrevista clínica.
  •      Diabéticos que não façam uso de insulina.
  •      Tratamento dentário – tempo variado, entre três dias e um mês dependendo do caso.
  •      Alimentação – não é aconselhado doar sangue em jejum prolongado
  •      Manhã – tomar café leve e sem alimentos gordurosos
  •      Tarde – doar duas horas após o almoço
  •      Não se alimentar de refeições com alto teor de gordura

  

     Quem não pode doar:

 

  •      Teve hepatite B ou C
  •      Teve doença de chagas
  •      Tem malária ou sífilis
  •      Tem múltiplos parceiros sexuais e não faz uso de preservativos
  •      É usuário de drogas injetáveis

 

     Orientações básicas:

 

  •       Levar documento com foto.
  •       Endereço completo com CEP para o envio de carteirinha de doador e resultado de exames.
  •       Homens podem doar a cada 60 dias (respeitando o limite de quatro doações ao ano) e mulheres a cada 90 dias (respeitando o limite de três doações ao ano).
  •       Cada doador colabora com três a quatro pacientes com uma única doação.

 

FATOS SOBRE HIPERTENSÃO

Escrito por idrpoa em 8/08/12

Você sabia?
Hipertensão é presente em aproximadamente 80 % dos pacientes com Doença Renal Crônica. Leia mais fatos sobre esta associação, a seguir.

1. Hipertensão e Doença Renal Crônica

Hipertensão correlaciona-se com Doença Renal Crônica (DRC) de várias maneiras. A Hipertensão pode independentemente causar DRC, contribuir para o seu desenvolvimento ou mesmo ser o resultado da DRC. Estudos mostram que à medida que a função renal piora existe a tendência que a pressão arterial do indivíduo aumente. Além disso, o tratamento da Hipertensão tem se tornado a intervenção mais importante no manejo de todas as formas de doença crônica dos rins.

2. Por que a Hipertensão é tão importante?

Primeiramente, o melhor controle da pressão arterial reduz a progressão da DRC, tornando menos provável que o paciente venha a necessitar de diálise. Em segundo lugar, pacientes com DRC têm maior probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares do que de necessitar de diálise. Em outras palavras, reduzir a pressão arterial irá reduzir o risco de doença cardíaca, que para a maioria dos pacientes com DRC é uma ameaça mais imediata do que a própria insuficiência renal crônica (IRC).

3. O que pode ser feito para controlar a Hipertensão?

Mudança de hábitos de vida, exercício regular e dieta podem ter um profundo impacto na pressão arterial e na saúde global. Perda de peso tão pequena quanto um ou dois quilos pode ter um impacto dramático na pressão arterial, que pode ser também reduzida através do menor consumo de álcool.

O uso de medicações é também essencial e inclui o uso de remédios para reduzir a pressão arterial, para controlar o colesterol e para reduzir o risco de doenças cardíacas como o infarto e o derrame (acidente vascular cerebral). Independentemente das medicações utilizada ou das mudanças de hábitos de vida adotadas, pode-se ficar seguro de que ao atingir as metas de pressão arterial os pacientes com doença renal crônica reduzem seu risco de vir a necessitar de diálise ou de experimentar um evento cardiovascular adverso.

4. Crescimento da prevalência global da Hipertensão na população mundial

Hipertensão é um problema global crescente. A população mundial está ficando mais idosa e o envelhecimento é o fator de risco mais comum para o desenvolvimento da Hipertensão e do Diabetes, assim como da Doença Renal Crônica (DRC). Aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo sofre de Hipertensão e este número deverá crescer para 1,56 bilhões de indivíduos em 2025. A prevalência de Hipertensão deverá aumentar em 24% nos países desenvolvidos e em 80% nas regiões em desenvolvimento como a África e a América Latina. Um relato recente aponta que 333 milhões de adultos nas regiões economicamente desenvolvidas como a América do Norte e a Europa tinham Hipertensão em 2000, havendo ainda um adicional de 639 milhões de hipertensos residentes nos países em desenvolvimento.

5. Ingesta de sal e Hipertensão

O rim é responsável pela excreção do sal existente naturalmente nos alimentos que o organismo necessita. Entretanto, comendo nos moldes atuais, muitas pessoas acumulam mais sal e água do que seus rins podem manejar, e este excesso de sal sobrecarrega também nosso sistema cardiovascular. Quanto maior a pressão arterial, mais reduzido é o fluxo renal de sangue, o que reduz a função de nossos rins e em última análise facilita o desenvolvimento de doença renal crônica.

Uma dieta saudável com redução de sal em torno de 5 gramas (100 mmols de sódio) reduz substancialmente a pressão arterial. Além disso, medindo a pressão arterial regularmente e usando medicamentos quando necessários, obtém-se a redução da incidência e o risco de doença renal crônica.

Fonte: site do Dia Mundial do Rim ( http://www.worldkidneyday.org/ )

Dicas gerais sobre alimentação

Escrito por idrpoa em 18/06/12

DICAS GERAIS

Evite alimentos ricos em sódio como embutidos em geral (salsicha, salames, mortadelas) ou carnes processadas, pois sódio em excesso é mais difícil de ser eliminado pelo organismo na Insuficiência Renal;
Substitua o sal por suco de limão, vinagre ou ervas para realçar o tempero dos alimentos, e para temperos de salada use molhos feitos em casa como os à base de azeite de oliva;
Converse com seu médico sobre o limite de água. Caso você precise limitar o consumo, evite excessos de alimentos como por exemplo: leite, chá, café, sopas;
Informe-se sobre como deve ser a ingestão de alimentos ricos em potássio como banana, mamão, tomate, abóbora, acelga, carne, batata, feijão. Na Insuficiência renal, em muitos casos, o excesso de potássio não pode ser eliminado e pode levar a complicações sérias na atividade muscular, como fraqueza ou cãibras e principalmente para o coração (parada cardíaca);
Consuma de forma moderada os alimentos ricos em cálcio e fósforo como derivados do leite, carnes, ovos, legumes e a casca dos cereais. Na insuficiência renal, pode acontecer de o fósforo não pode ser eliminado na urina, ficando então acumulado no organismo;
Você precisa de proteínas. Porém, a quantidade que cada paciente tolera é variável. Ao consumir dê preferência a ovos, peixes, soja, pois a sobrecarga glomerular é menor que das outras carnes;
Evitar o consumo de chá preto, chá mate e refrigerantes a base de cola.

Lembre-se: uma alimentação saudável e personalizada é fundamental para a qualidade de vida do portador da Insuficiência Renal.

Dicas de sustentabilidade

Escrito por idrpoa em 19/03/12

As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes
naturais, muitas vezes não renováveis, e a minimização da quantidade de resíduos
que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração;
• Compre produtos de papel reciclado. Você usa 70% a 90% menos de energia para
fazer papel reciclado e previne a perda de florestas ao redor do mundo;
• Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer
rascunhos, os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques;
•Impressoras a jato de tinta usam 99% menos energia que as impressoras a laser,
durante a impressão, e 87% menos quando inativas. Se for possível, opte por esses
equipamentos;
• Computadores portáteis consomem 1% da energia de um computador de escritório.
Se for possível, opte por esses equipamentos;
• O papel leva, em média, para se decompor 3 meses;
• Prefira lâmpadas fluorescentes compactas para as salas cujo índice de ocupação é
maior, são mais eficazes se estiverem acesas durante algumas horas.
• De tudo que é jogado diariamente no lixo, pelo menos 35% poderia ser reciclado ou
reutilizado, e outros 35%, ser transformado em adubo orgânico;
• O palito de fósforo leva, em média, 6 meses para se decompor;
• Plante uma árvore! Uma única árvore é capaz de absorver uma tonelada de dióxido
de carbono de sua existência;
• A ponta de cigarro leva, de 1 a 2 anos para se decompor;
• Desligue os aparelhos eletrônicos que você está usando! Desligando simplesmente
sua televisão, DVD player, som e computador quando você não está usando vai evitar
a emissão de milhares de Kg de dióxido de carbono por ano;
• O chiclete leva, em média, 5 anos para se decompor