Pessoas com função renal persistentemente diminuída são definidas como portadoras de doença renal crônica (DRC). Na maior parte desta doença, não há sintomas resultantes disso. Quando entretanto a função renal está bastante reduzida, o paciente pode sentir uma variedade de sintomas, inicialmente controláveis com dieta especial e medicamentos, e depois estes sintomas (e outras alterações verificadas nos exames) só poderão ser controladas com diálise ou transplante.

     O controle adequado dos sintomas de DRC avançada depende do atendimento de uma equipe multi-profissional, da colaboração do paciente com as recomendações, da disponibilidade de recursos específicos e de medicamentos. O objetivo deste tratamento clínico é o de:

     (1) manter o paciente com seu rim funcionante por mais tempo, não necessitando então de diálise neste período,

     (2) permitir ao paciente uma vida com mais saúde e com menos sintomas, apesar do rim estar funcionando pouco, e

     (3) dar qualidade de vida a pacientes que não têm indicação de fazer diálise nem de transplantar, mas que precisarão conviver com uma função renal reduzida.

     Os rins têm várias funções dentre as quais a de filtrar o sangue de impurezas e resíduos do metabolismo diário e da alimentação do paciente, eliminar sal e líquidos, corrigir o acúmulo de acidez (resultante também do metabolismo diário) e produzir alguns hormônios, um deles que regula a produção de sangue e outro que participa do funcionamento dos ossos. O tratamento clínico deverá tentar fazer com que estas funções renais deficientes possam ser razoavelmente suficientes para o indivíduos, mantendo-o saudável, pelo maior tempo possível. Por exemplo, se comermos quantidades reduzidas de proteínas (carnes, queijos, ovos) e sal, ajudamos os rins doentes a manterem em razoável concentração a uréia e o volume de líquidos existentes no corpo. Se utilizarmos medicações contra o enjôo, o paciente mantém-se sem este desagradável sintoma e comerá melhor. Se tratarmos a hipertensão com alguns medicamentos, o paciente terá pressão normal (ou próxima disso), ficando sem sintomas decorrentes da hipertensão, com menor risco cardíaco e com melhor condição física; importante definir entretanto com um nefrologista qual o medicamento que será empregado contra a hipertensão, uma vez que alguns podem aumentar o potássio e há ainda o poder maior ou menor de alguns deles em proteger a função renal.

     Por outro lado, o tratamento clínico tem algumas limitações. O seu emprego deve atender ao melhor interesse do paciente, e muitas vezes a melhor opção é iniciar o tratamento com diálise ou com o transplante renal. Esta advertência deve-se ao fato de que o emprego prolongado de dietas muito restritas (muitas vezes necessárias no tratamento clínico de pacientes com DRC avançada) pode conduzir a graus variáveis de desnutrição, e neste caso é melhor fazer diálise pois assim come-se melhor (por isso uma revisão constante das condições médicas e nutricionais é necessária). Além disso, com a redução progressiva da função renal o tratamento clínico pode não funcionar mais, e então é também melhor admitir o início do tratamento com diálise.

     A equipe do IDR está apta a oferecer também esta alternativa de tratamento e avaliar a evolução do paciente com vistas ao melhor emprego de diálise quando ela se torna necessária, preservando a possibilidade de decisão do paciente num ambiente de critérios médicos apropriados. Se necessário, agende um atendimento para uma avaliação nefrológica apropriada.

     Para agendar uma consulta ligue para o Centro Clínico do Hospital Divina Providência:

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